Notícias ao Minuto ⸱ 13d atrás ⸱ Abrir

O diretor nacional de Política de Defesa de Moçambique considerou hoje "imperiosa" a cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no domínio da defesa e segurança, face ao caráter assimétrico e difuso das ameaças.


"As ameaças do mundo globalizado são cada vez mais assimétricas e difusas e o seu combate torna imperiosa a cooperação entre os Estados-membros da CPLP no domínio da defesa", declarou Omar Saranga.

O responsável falava na abertura do 10.º Conselho Consultivo do Centro de Análise Estratégica (CAE) da CPLP, que decorre entre hoje e quarta-feira em Maputo.

O crime organizado, terrorismo, migração ilegal, tráfico de seres humanos, branqueamento de capitais e pirataria marítima estão entre os principais desafios à segurança dos Estados da CPLP, declarou.

As ameaças à segurança dos Estados, prosseguiu, são exacerbadas por desastres naturais e humanitários e, mais recentemente, pelo impacto da pandemia de covid-19.

"O mundo atual, como se apresenta, requer a compreensão de conflitos, dentro e fora dos limites do campo militar, e requer um profundo debate de busca de respostas para esses novos desafios e exige o desenvolvimento de novas capacidades para cumprir novas missões", destacou o diretor nacional de Política de Defesa de Moçambique.

Omar Saranga assinalou que o facto de todos os países da CPLP terem fronteiras marítimas torna mais pertinente a partilha de soluções de defesa.

"Os países da CPLP têm uma particularidade geográfica invejável por serem todos banhados pelo mar, o que não só constitui fonte de riqueza, mas também de conflitos, que requerem soluções partilhadas", destacou Saranga.

Nesse contexto, o CAE da CPLP deve reforçar o seu papel na pesquisa de ameaças à defesa dos Estados-membros e identificação de soluções, defendeu.

A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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