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O chefe do Governo de Espanha considerou hoje que Angola "está comprometida com a paz" e "tem cada vez mais respeito e influência" na resolução pelo diálogo de conflitos regionais, "convergindo com o espírito" do Estado espanhol.


"Angola est√° comprometida com a paz e tem cada vez mais peso, respeito e influ√™ncia na abertura de solu√ß√Ķes baseadas no di√°logo para a resolu√ß√£o de conflitos na regi√£o, fal√°mos [com o Presidente angolano sobre] o seu papel de media√ß√£o e s√£o esp√≠ritos que partilhamos com Angola", afirmou Pedro S√°nchez, em Luanda.

Em declara√ß√Ķes aos jornalistas, nos jardins do Pal√°cio Presidencial, ap√≥s a assinatura de quatro instrumentos jur√≠dicos com o Governo angolano, S√°nchez reafirmou que Angola "√© um pa√≠s priorit√°rio" nas pol√≠ticas do Reino de Espanha em √Āfrica.

"E tamb√©m fico feliz em saber que Espanha √© um parceiro priorit√°rio para a diversifica√ß√£o da economia angolana. √Č verdade que Angola tem grandes potencialidades que oferecem grandes oportunidades para o relan√ßamento da sua economia", apontou.

A Rep√ļblica de Angola e o Reino de Espanha assinaram hoje quatro instrumentos jur√≠dicos de coopera√ß√£o nos dom√≠nios do transporte a√©reo, agricultura, das pescas e ind√ļstria, no √Ęmbito da visita oficial que Pedro S√°nchez efetua a Angola.

O Presidente angolano, João Lourenço, congratulou-se, na ocasião, com os acordos rubricados, perspetivando que os produtos abrangidos sejam transformados em Angola e vendidos no mercado internacional.

"[A] inten√ß√£o √© que os produtos que vierem a ser produzidos aqui, na agricultura, pescas e ind√ļstria, sejam transformados localmente para se acrescentar valor e os produtos sa√≠rem com a marca `made` em Angola", afirmou o Presidente angolano.

João Lourenço acrescentou: "[E] vendidos no mercado internacional a um preço superior àquele que arrecadaríamos caso continuássemos a vender até hoje a matéria-prima, isso é um grande contributo que a Espanha dá à grande vontade de Angola dar este passo qualitativo".

Para o chefe de Estado angolano, em declara√ß√Ķes √† imprensa, a visita de S√°nchez a Angola vem "renovar os la√ßos de amizade e coopera√ß√£o que duram h√° d√©cadas" entre os dois pa√≠ses.

"Satisfaz-me, sobretudo, o facto de saber que no quadro da política de internacionalização da sua economia, a Espanha escolheu o nosso país, Angola, para a implementação dessa sua estratégia de internacionalização", afirmou João Lourenço.

Segundo o Presidente angolano, o continente africano tem "enormes recursos naturais mal aproveitados", referindo que a escolha de Angola para a internacionaliza√ß√£o da sua estrat√©gia em √Āfrica afigura-se como algo que "ser√° ben√©fico para ambos os pa√≠ses".

"Sobretudo pelo facto de passarmos a ter um mercado que transborda as fronteiras de Angola, numa altura em que foi criada e entrou em funcionamento a Zona Livre de Comércio Continental Africana", notou.

"Temos aqui um mercado vasto que pode absorver os bens que forem produzidos em Angola no quadro da parceria entre os empresários dos dois países", assegurou ainda João Lourenço.

O chefe do executivo espanhol disse, por outro lado, que o seu pa√≠s "v√™ com muito interesse" a √Ārea Livre de Com√©rcio Continental Africana (ALCCA) e "apoia firmemente" a Uni√£o Africana e os processos de integra√ß√£o regional, garantindo aposta de Espanha no multilateralismo.

"Concordamos tamb√©m em continuar com o multilateralismo, que ap√≥s esta emerg√™ncia da sa√ļde est√° cada vez mais claro que o mais importante √© criar-se ferramentas comuns para enfrentar esses desafios", concluiu Pedro S√°nchez.

S√°nchez, que termina hoje a sua primeira visita oficial a Angola, visita ainda algumas intui√ß√Ķes socioecon√≥micas, em Luanda, que contam com o investimento espanhol.