Notícias ao Minuto ⸱ 11d atrás ⸱ Abrir

A candidata do Más Madrid às eleições regionais madrilenas, Mónica García, assumiu hoje a liderança da oposição ao Partido Popular (PP), reivindicando "o compromisso e a responsabilidade de ser a força política que conduz a alternativa e mudança".


"Esta noite demonstrou que existe um espaço político verde, feminista e madrileno que não só está consolidado como também tem uma ampla margem de crescimento", disse Mónica García aos jornalistas, defendendo que este é o início da contagem decrescente para as eleições de maio de 2023.

Nesse sentido, pediu à população de Madrid que "não desespere nem desista", uma vez que o Más Madrid já se posicionou para iniciar a "tarefa de derrotar o Governo que hoje sai das urnas", a liderar pela candidata do PP, de Isabel Díaz Ayuso

Perspetivando 2023, e tendo em conta que nas eleições de hoje ultrapassou em cerca de 5.000 votos o candidato do Partido Socialista (PSOE), Ángel Gabilondo, Mónica García prometeu "redobrar a aposta", já que o resultado obtido hoje "superou todas as expectativas" e representa "o avanço da alternativa" que continuará a defender.

Com 99,70% dos votos apurados, o Más Madrid, com 613.213 votos, tem 24 assentos na Assembleia Regional, mais quatro do que em 2019 e tantos quantos os obtidos pelo PSOE, que recolheu 608.964 votos.

É, no entanto, um êxito agridoce, já que o PP, ao eleger 65 dos 136 deputados regionais, supera a soma total dos assentos de toda a esquerda (58) -- 24 do Más Madrid, 24 do PSOE e 10 do Unidas Podemos -- pelo que basta a Ayuso a abstenção dos 13 eleitos pelo Vox, extrema-direita, para governar.

"Acho que os dados são claramente maus: o bloco progressista perdeu espaço", admitiu Mónica García, que, no entanto, afirmou que o Más Madrid tem "tentado empurrar este bloco" e que foi seu o compromisso de "colocar a Comunidade de Madrid" no poder.

Na opinião de García, o "bom trabalho" do Más Madrid nas urnas confirma a reconciliação "com uma forma de fazer política que era muito necessária em Madrid", com base na ideia de não considerar os madrilenos "como moeda de troca para outras estratégias". 

"Nesta campanha fizemos tudo o que estava nas nossas mãos, (mas) não foi o suficiente", insistiu a candidata, prometendo que continuará a trabalhar na Assembleia Regional "para defender os interesses do povo madrileno".

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