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Marcelo começou esta terça-feira a ouvir os partidos sobre a renovação do estado de emergência. João Cotrim Figueiredo, deputado único pela Iniciativa Liberal, já veio dizer que Presidente da República não tem intenção de alterar “seja o que for” no decreto — e por isso vai votar novamente contra.

“Parece que o país adormeceu, parece que não há urgência. Não se pode gerir uma pandemia deste tipo só a pensar no aspeto sanitário. Vai-nos custar muito caro durante muito tempo e acho que o Governo tem obrigação de rapidamente inverter esta tendência”, afirmou depois da reunião por videoconferência.

Também o Chega prometeu dar mais uma nega à renovação. O presidente e deputado único do Chega afirmou que manterá o voto contra a renovação do estado de emergência, a não ser que sejam dados sinais de “uma reabertura faseada”, que considera dever incluir escolas e pequeno comércio.

O PCP manteve a sua posição. Os comunistas defendem que o confinamento deve ser "medida de exceção e não uma solução duradoura". Jerónimo de Sousa afirmou que, face ao abrandamento dos números da pandemia, este é o tempo de “olhar para o futuro e, enquanto é tempo, salvar milhares de vidas, de empresas, do direito de aprender”.

Já o CDS-PP vai votar a favor, mas pede um planeamento a três meses. “O CDS exige do Governo um calendário transparente e previsível sobre a evolução das regras de saúde pública nos próximos três meses, para que se dê início a uma desconfinamento progressivo e gradual", salientou Francisco Rodrigo dos Santos, argumentando que esta calendarização “é fundamental para dar segurança, tranquilidade, esperança e previsibilidade às famílias, aos empresários e aos trabalhadores.

A mesma visão é partilhada pelo PAN, também hoje ouvido por Marcelo. O porta-voz do Pessoas-Animais-Natureza anunciou que o seu partido manterá o voto favorável à renovação do estado de emergência, mas também alertou que os apoios do Estado à economia têm de continuar para não se perderem “mais postos de trabalho”.

Amanhã será a vez do BE, PSD e PS e, um dia depois, o Parlamento reúne-se para debater e aprovar a renovação decreto.

Tudo indica que as contas não se alterem (o último foi aprovado com votos do PS, PSD, CDS, PAN e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues) e Portugal entrará no 12º. estado de emergência.