Notícias ao Minuto ⸱ 14d atrás ⸱ Abrir

O Banco Central Europeu (BCE) poderá dar hoje, após uma reunião de política monetária, novas indicações sobre a orientação futura, depois da recente revisão da sua estratégia.


Alguns analistas avançam a possibilidade de uma transição das compras de dívida de emergência devido à pandemia para um novo programa a partir de março de 2022.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse recentemente que nesta reunião seriam discutidas mudanças na orientação futura dos estímulos monetários e que os investidores deveriam preparar-se para alterações nas indicações sobre a orientação da política monetária.

Posteriormente, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, comentou que o Conselho de Governadores decidirá em breve sobre a transição das compras de dívida de emergência destinadas a travar os efeitos económicos da pandemia para outros programas.

"A revisão estratégica não vai ser apenas um exercício académico, esta é a mensagem clara dos comentários recentes de membros do BCE, incluindo Lagarde", afirma Christoph Rieger, diretor de taxas de juros e crédito do Commerzbank Research, citado pela agência Efe.

Os analistas de UniCredit consideram que Lagarde deixará claro que o BCE vai manter a sua expansão monetária, dado que a economia ainda está no seu limite inferior.

O volume total do programa de compra de dívida de emergência (PEPP) lançado em março de 2020 é de 1,85 biliões de euros, depois de ter sido reforçado na reunião do BCE de dezembro e de a sua duração ter sido prolongada até março de 2022.

O BCE comprou até agora com o PEPP dívida no valor de 1,2 biliões de euros.

Numa nota enviada à Lusa, Franck Dixmier, da Allianz Global Investors, considera que esta reunião "é importante, já que o BCE vai ter de clarificar o seu roteiro na sequência do seu anúncio de revisão estratégica a 8 de julho".

A mesma nota refere também que "o cenário, dominado pelo ressurgimento da pandemia em grande parte da Europa, continua favorável a uma manutenção da política monetária acomodatícia, apesar de uma flexibilização nas condições financeiras desde maio, graças à queda nas taxas de juro de longo prazo".

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