Sapo 24 ‚łĪ 12d atr√°s ‚łĪ Abrir

O ex-presidente do Comité Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman foi condenado a 30 anos e 11 meses de prisão por ter comprado votos para o Rio de Janeiro acolher os Jogos Olímpicos de 2016.


Nuzman, que também chefiou o Comité Organizador Rio 2016, foi considerado culpado de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão fiscal.

O antigo líder do COB, de 79 anos, não será preso até que todos os seus recursos sejam apreciados. Ele e o seu advogado não comentaram a decisão.

O juiz tamb√©m condenou √† pris√£o o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, o empres√°rio Arthur Soares e Leonardo Gryner, que era √† data dos factos diretor-geral de opera√ß√Ķes da comiss√£o de candidatura Rio 2016.

Estes tr√™s e Nuzman acertaram o suborno do ex-presidente da Associa√ß√£o Internacional das Federa√ß√Ķes de Atletismo, Lamine Diack, e do seu filho Papa Diack, para garantirem votos.

Cabral, que est√° na pris√£o desde 2016 e enfrenta uma s√©rie de outras condena√ß√Ķes e investiga√ß√Ķes, disse ao juiz que h√° dois anos tinha pagado cerca de dois milh√Ķes de d√≥lares em troca de seis votos na reuni√£o do Comit√© Ol√≠mpico Internacional (COI) que atribuiu ao Rio os Jogos Ol√≠mpicos e Paraol√≠mpicos.

Cabral, que governou o estado do Rio entre 2003 e 2010, acrescentou que mais 500.000 dólares foram pagos mais tarde ao filho de Diack, com o objetivo de garantir mais três votos de membros do COI.

Na decis√£o de juiz classifica-se Nuzman como ‚Äúum dos principais respons√°veis pela promo√ß√£o e organiza√ß√£o do esquema criminoso, dada a sua posi√ß√£o no Comit√© Ol√≠mpico Brasileiro e perante as autoridades internacionais‚ÄĚ.

O juiz disse ainda que vai enviar os resultados da investigação às autoridades do Senegal e de França, onde Papa Diack e Lamine Diack vivem, respetivamente.

A candidatura do Rio derrotou as de Chicago, Tóquio e Madrid para receber os Jogos de 2016.

A investigação no Brasil começou em 2017, depois do jornal francês Le Monde ter noticiado que membros do COI tinham sido subornados três dias antes da sessão de 2009 em Copenhaga, onde o Rio foi escolhido para receber os Jogos Olímpicos.

JMC // JMC

Lusa/Fim