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O ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, negou hoje que no incêndio que vitimou mais de 70 animais na serra da Agrela, tenha sido priorizada a proteção da propriedade privada em detrimento da vida dos cães e gatos.


O ministro falava no √Ęmbito da audi√ß√£o parlamentar conjunta com a ministra da Agricultura na Comiss√£o do Mar e da Agricultura a requerimento dos grupos parlamentares do PAN, BE e da deputada n√£o inscrita Cristina Rodrigues, a prop√≥sito dos acontecimentos ocorridos nos abrigos "Cantinho das Quatro Patas" e "Abrigo de Paredes".

"Neste incêndio não assumimos, de modo algum, que tenha havido qualquer prioridade atribuída à proteção da propriedade privada. Pelo contrário, aquilo que é a orientação constante, quer nas regras estabelecidas na Lei de Bases da Proteção Civil quer na diretiva operacional que regula o combate a incêndios durante o ano de 2020, é que a salvaguarda da vida animal, no contexto de risco de incêndio, prevalece sobre a propriedade privada", afirmou o governante.

E prosseguiu: "a indica√ß√£o que temos da parte da GNR √© que quando tem nota da verifica√ß√£o pela afeta√ß√£o da ocorr√™ncia onde existem os dois canis, quer o Cantinho das Quatro Patas, onde se verificou a morte de dezenas de animais, quer o Cantinho de Paredes, houve uma primeira indica√ß√£o pelo Destacamento Territorial, que ativou o N√ļcleo de Prote√ß√£o Ambiental e que constatou no local a morte de animais de um dos canis".

Eduardo Cabrita, que teve a companhia da secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, foi questionado na comissão pelos deputados Inês de Sousa Real (PAN), Cristina Rodrigues, deputada não inscrita, Maria Manuel Rola (BE), Joaquim Barreto e Palmira Maciel (PS), Emília Cerqueira (PSD), Alma Rivera e João Dias (PCP) e por Cecília Meireles (CDS).

Na sua interven√ß√£o, o governante alertou para o facto de "n√£o ter considera√ß√Ķes definitivas para apresentar" por estar em curso um inqu√©rito que mandou instaurar, assumindo o "compromisso de partilhar com a comiss√£o os resultados do inqu√©rito".

Recorrendo √† fita do tempo dos acontecimentos tr√°gicos na serra da Agrela a 18 de julho, o ministro informou que a "GNR foi acionada cerca das 15:30", que mais tarde "foi acionado o N√ļcleo de Prote√ß√£o Ambiental", que chegou ao local "pelas 16:20", tendo "constatado que o fogo j√° havia passado pelo local, o canil parcialmente destru√≠do e a morte de c√£es".

"Quando começou a verificar-se a concentração de populares, já ao final do dia, já não havia animais em risco nem incêndio no local", disse Eduardo Cabrita, informando ainda que o "veterinário municipal chegou ao local, no dia seguinte, às 09:45, e ao longo do dia deu-se a evacuação de animais".

O ministro ressalvou serem "aspetos que preliminarmente podem ser ditos, mas que não afastam o inquérito em curso".