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Delta Airlines agrava, em 200 dólares, o prémio de seguro de saúde mensal a trabalhadores não vacinados. Lufthansa também vai exigir vacinação a tripulantes.


A companhia aérea Delta Airlines está a seguir o mesmo caminho de outras empresas norte-americanas e incentivar a vacinação dos trabalhadores. Mais vai mais longe e será a primeira grande empresa dos EUA a agravar o prémio de seguro de saúde, em 200 dólares mensais, aos trabalhadores sem vacinação, avança esta quarta-feira a Bloomberg.

A penalização aplica-se aos funcionários, incluídos no plano de saúde da companhia, que não se vacinaram até 1 de novembro, servindo para “cobrir o risco financeiro” da sua decisão. Na mesma nota enviada aos trabalhadores, a empresa informa que os empregados têm de usar máscara em todos os espaços fechados, se não estiverem vacinados e que, a partir de 12 de setembro, todos os não vacinados têm de se testar semanalmente. Para além disso, a empresa só vai ajudar financeiramente as pessoas que manifestam sinais de doença e que receberam ambas as doses.

Neste momento, 25% da força de trabalho da Delta Airlines não está vacinada, segundo Ed Bastian, chefe executivo da empresa. Esta percentagem é especialmente preocupante numa altura em que os casos de Covid-19 estão a subir nos Estados Unidos, inflacionados pela variante Delta.

Entre as companhias aéreas fora dos Estados Unidos, a Reuters avançou esta quarta-feira que a Lufthansa vai exigir vacinação aos tripulantes. Esta quarta-feira, a companhia aérea alemã anunciou que vai negociar um acordo com representantes dos trabalhadores para aplicar esta medida.

A ser aprovada, a medida vai ser aplicada a partir de meados de novembro. Uma porta-voz da Lufthansa afirmou mesmo que “as viagens aéreas internacionais não serão possíveis no futuro sem a vacinação contra a Covid-19 da tripulação”.

Outras empresas norte-americanas, como a Google, o jornal The Washington Post e o banco Goldman Sachs anunciaram a obrigatoriedade da vacinação para regressar aos escritórios. Em Portugal, as empresas preferem incentivar a vacinação, em vez de a tornar obrigatória.

No final do dia, a Air Canada anunciou que vai tornar obrigatória a vacinação completa contra a Covid-19 a todos os funcionários e futuras contratações. De acordo com a política de vacinação obrigatória, os testes não serão oferecidos como alternativa, de acordo com um comunicado publicado no site da empresa.

A companhia aérea adianta ainda que quem não tiver a vacinação completa até 30 de outubro deste ano enfrentará consequências, desde a licença sem vencimento até à rescisão de contrato.

(Notícia atualizada às 19h59 com mais informações)