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Palestinianos e a polícia israelita envolveram-se hoje em confrontos num popular local de encontro junto à Cidade Velha e quando milhares celebravam um feriado muçulmano, numa repetição da violência do início do ano que degenerou numa guerra em Gaza.


A polícia israelita disse que os palestinianos arremessaram pedras em direção aos agentes e a autocarros perto da Porta de Damasco que dá acesso à Cidade Velha, e anunciou a detenção de 11 suspeitos.

Previamente, milhares de palestinianos desfilaram ao longo dos muros da Cidade Velha, onde uma banda de jovens interpretou o hino nacional palestiniano. Dezenas de milhares rezaram na mesquita Al-Aqsa numa celebração em torno da data de nascimento do profeta Maomé.

Os palestinianos acusaram a polícia israelita de restringir a celebração anual no interior e em torno da Porta de Damasco, no que foi considerado uma provocação.

Algumas dezenas de jovens palestinianos enfrentaram as forças policiais com palavras de ordem e arremesso de garrafas, com os agentes a responderem com o envio de granadas ensurdecedoras, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).

O serviço de emergência do Crescente Vermelho palestiniano disse que 17 pessoas ficaram feridas.

Em abril e maio passados, durante o mês do Ramadão, palestinianos e a polícia israelita envolveram-se em confrontos diários noturnos após as autoridades judaicas terem decidido colocar barreiras policiais na Porta de Damasco, um popular local de encontro para as famílias palestinianas.

Os confrontos prosseguiram após a retirada das barricadas, que foram espalhadas pelo espaço reservado à mesquita Al-Aqsa, num local considerado sagrado por muçulmanos e judeus.

A viol√™ncia, e os esfor√ßos dos colonos judaicos em expulsar dezenas de fam√≠lias palestinianas das suas casas, implicou a convoca√ß√£o de uma greve geral com ampla ades√£o em todos os territ√≥rios palestinianos -- com destaque para a Cisjord√Ęnia ocupada e popula√ß√£o palestiniana que vive em Israel --, e serviu de pretexto para o in√≠cio da quarta guerra entre o Estado judaico e o grupo militante Hamas que governa a Faixa de Gaza.

A Cidade Velha situa-se em Jerusalém Oriental, que Israel ocupou na guerra de 1967 e de seguida anexou, mas ainda sem obter generalizado reconhecimento internacional.

Israel considera toda a cidade como a sua capital, enquanto os palestinianos pretendem que Jerusalém Oriental seja a capital do seu futuro Estado.

A mesquita de Al-Aqsa é o terceiro local mais sagrado do Islão e o mais sagrado para os judeus, que o designam de Monte do Templo devido à localização dos templos judaicos na antiguidade.

Nas duas √ļltimas semanas registaram-se confrontos espor√°dicos no exterior da Porta de Damasco entre palestinianos e israelitas, e entre palestinianos e a pol√≠cia.

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