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A província de Tapoa, na região oriental do Burkina Faso, está "privada de escolas e isolada do resto do país" devido à presença de grupos 'jihadistas', disse hoje o porta-voz de um movimento juvenil na região. 


"Desde segunda-feira que todas as escolas da província de Tapoa estão fechadas", disse o porta-voz do movimento estudantil, Marcel Ouoba, numa conferência de imprensa.

"A administração, que era quase inexistente em várias comunas da província, está agora a tentar chegar a Fada N'Gourma", a capital da região oriental, acrescentou o jovem.

√Č "imposs√≠vel" para o presidente¬†e o seus¬†funcion√°rios¬†abandonarem a cidade, "porque os terroristas tornaram-se senhores do lugar e controlam todas as entradas e sa√≠das em busca das for√ßas de defesa e seguran√ßa, funcion√°rios p√ļblicos, alunos e v√°rios l√≠deres comunit√°rios", explicou¬†Ouoba.

O presidente da c√Ęmara de uma comuna da prov√≠ncia confirmou, sob condi√ß√£o de anonimato, "o encerramento de escolas" em v√°rias localidades, citando Kantchari, Logoubou e Botou (na prov√≠ncia de Tapoa). "A atual situa√ß√£o de seguran√ßa na nossa regi√£o est√° a causar psicose generalizada na maioria das √°reas", acrescentou.

A província de Tapoa, com as suas oito comunas, está "isolada" do resto do país porque se tornou "o ninho dos terroristas", disse Marcel Ouoba, acrescentando que "toda a província, de mais de 14.572 quilómetros quadrados, está nas mãos de forças do mal".

"As aldeias têm sido sucessivamente ocupadas por terroristas, à vista de todos. Hoje, o Estado já não controla nada na província", declarou.

"Precisamos de ajuda humanitária para as pessoas que ainda lá se encontram. Precisamos que as nossas escolas reabram e que o Estado volte a ocupar os edifícios da administração", defendeu o porta-voz do movimento juvenil.

De acordo com um relatório oficial publicado no início de outubro pelo Ministério da Educação, citado pela agência de notícias France-Presse, 2.244 escolas estão fechadas em todo o país devido à instabilidade. Estes encerramentos afetaram 304.567 alunos, incluindo 148.046 raparigas, e 12.480 professores (sendo 4.568 mulheres). 

O Burkina Faso tem enfrentado ataques cada vez mais frequentes e mortais por parte de grupos 'jihadistas' afiliados ao Estado Isl√Ęmico¬†e √† Al-Qaida desde 2015.

Estes ataques j√° mataram cerca de 2.000 pessoas e for√ßaram a fuga de¬†1.4 milh√Ķes de pessoas.

Leia Tamb√©m: Burkina Faso assinala 34.¬ļ anivers√°rio da morte de Thomas Sankara

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