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O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu hoje uma "investiga√ß√£o independente" √† morte do general Ra√ļl Isaias Baduel, preso pol√≠tico venezuelano que, segundo a Procuradoria de Caracas, ter√° sido v√≠tima de uma paragem respirat√≥ria.


"Lamentamos profundamente a morte de Ra√ļl Baduel na pris√£o. Pedimos √† Venezuela que garanta uma investiga√ß√£o independente", adiantou o Alto Comissariado no Twitter.

A ONU solicita ainda tratamento médico para todos os detidos e que aqueles em detenção arbitrária sejam libertados.

Na terça-feira, a oposição venezuelana lamentou a morte do general.

O ex-ministro da Defesa Raul Isaías Baduel morreu na terça-feira, na prisão, vítima de uma paragem respiratória associada à covid-19, anunciou o Procurador-geral da Venezuela

O ex-deputado Juan Guaidó já endereçou as condolências aos familiares de Baduel tendo na mesma mensagem responsabilizado o Estado venezuelano pela morte do militar.

"O general Ra√ļl Baduel foi assassinado pela ditadura. A ditadura que o sequestrou, torturou e lhe negou cuidados m√©dicos. Ap√≥s 12 anos de um sofrimento brutal, Baduel √© o d√©cimo preso pol√≠tico que morre √†s m√£os do regime", disse Guaid√≥ na mensagem difundida pela rede social Twitter.

Gaidó mantém que "atrocidades como esta" demonstram que na Venezuela "os direitos humanos são violados de forma sistemática".

"Estes crimes não podem ficam impunes e o silêncio mostra a cumplicidade das nossas Forças Armadas", acrescentou.

Da mesma forma, o ex-deputado Miguel Pizarro disse que a morte de um preso "à custódia do Estado" representa "negligência, responsabilidade e o pouco cuidado que existe no sistema penal".

"O general Ra√ļl Baduel foi sequestrado pelo regime, os familiares foram v√≠timas de amea√ßas e de repres√°lias por denunciarem as torturas que sofria na pris√£o. H√° poucas semanas denunciaram o desaparecimento do general. Estas mortes n√£o podem ficar impunes", disse ainda Pizarro.

Anteriormente, o procurador-geral da Venezuela, Tarek Williams Saab, informava que Baduel, 66 anos, tinha morrido de uma paragem respiratória na sequência de uma infeção de SARS CoV-2.

"Lamentamos a morte de Ra√ļl Isa√≠as Baduel, devido a uma paragem respirat√≥ria provocada pelo covid-19 e na altura em que lhe eram prestados cuidados m√©dicos, tendo recibo a primeira dose da vacina", disse o procurador atrav√©s do Twitter.

No passado dia 29 de setembro, Andreina Baduel, filha do general, denunciou a transfer√™ncia do pai para os calabou√ßos de Sebin, conhecidos como "tumba", local onde funciona um departamento dos servi√ßos de informa√ß√Ķes de Caracas.

Baduel, ex-aliado de Hugo Ch√°vez e apontado como o estratega do golpe de Estado de 2002 na Venezuela, foi ministro da Defesa entre 2006 e 2007.

Posteriormente, o oficial op√īs-se √† deriva totalit√°ria de Hugo Ch√°vez e de Nicol√°s Maduro.

Em 2009 foi preso e proibido de exercer cargos p√ļblicos.

A Baudel foi-lhe concedida a liberdade condicional em 2015 mas voltou a ser preso em 2017, ano em que chegava ao termo a pena de pris√£o a que tinha sido condenado.

A pris√£o de Baudel consta dos relat√≥rios do Alto Comissariado das Na√ß√Ķes Unidas para os Direitos Humanos.

Entretanto, a organiza√ß√£o n√£o-governamental venezuelana Foro Penal frisou que a morte de Baduel eleva para 10 o n√ļmero de presos pol√≠ticos mortos nas pris√Ķes do regime de Caracas.

A Amnistia Internacional, que acompanhou e denunciou o caso Baduel durante v√°rios anos, exigiu esclarecimentos sobre a morte do militar.

"O general Baduel esteve durante anos detidos sob condi√ß√Ķes desumanas. Exigimos justi√ßa e o esclarecimento sobre a morte", refere a Amnistia Internacional.

Apesar de o Governo ter concedido v√°rios indultos a alguns opositores que se encontravam presos, o general Baduel nunca fez parte das listas dos amnistiados.

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