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O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia denunciou hoje sanções "infundadas" dos Estados Unidos contra cidadãos e entidades russas, acusados por Washington de ligações ao programa balístico da Coreia do Norte.


O Tesouro norte-americano anunciou quarta-feira a imposição de sanções a cinco norte-coreanos, bem como ao russo Roman Alar e à empresa russa Parsek, por "atividades ou transações que contribuíram materialmente para a proliferação de armas de destruição maciça na Coreia do Norte".

"Sem se preocuparem em fornecer provas, os Estados Unidos procuram substituir factos por fantasias, espalhando acusações fabricadas e infundadas de que a Rússia contribui para o desenvolvimento do programa nuclear da Coreia do Norte", disse a porta-voz do ministério, Maria Zakharova, em comunicado.

A Rússia continua "fiel a todos os seus compromissos em matéria de não proliferação" assumidos em particular no contexto da sua participação no Conselho de Segurança da ONU, sublinhou Zakharova, acusando Washington de "distorcer conscientemente a realidade".

Pyongyang disse ter testado com sucesso um míssil hipersónico esta semana, pela terceira vez desde setembro, um ato que Washington condenou como uma "ameaça" à "comunidade internacional".

A diplomacia encontra-se num impasse no `dossier` nuclear norte-coreano desde o fracasso das cimeiras históricas de 2018-2019 entre o então Presidente norte-americano, Donald Trump, e o dirigente norte-coreano, Kim Jong-un.

Pyongyang retomou nos últimos meses os testes de mísseis balísticos, com seis lançamentos desde setembro.