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Ahmed Al-Raisi, um general dos Emirados Árabes Unidos acusado de supervisionar tortura, foi eleito hoje presidente da Interpol.


Ahmed Al-Raisi, inspetor-geral do Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos, já era membro do comité executivo da Interpol e foi associado à tortura de prisioneiros políticos de alto nível no seu país. Nomeadamente, de Ahmed Mansoor, um dissidente dos Emirados Árabes Unidos, e de Michael Hedges, um académico britânico que foi acusado de espionagem em 2018 e condenado à prisão perpétua.

Hedges foi posteriormente perdoado, mas Mansoor continua na prisão.

Além disso, queixas criminais contra Ahmed Al-Raisiforam foram apresentadas em cinco países, incluindo em França, onde a Interpol tem sede, e na Turquia, onde a eleição do novo líder da Interpol ocorreu.

O novo líder da Interpol foi eleito por 470 chefes de polícia, ministros e outros representantes de mais de 160 países que estão presentes na Assembleia Geral da Interpol na Turquia, que durou três dias, e termina hoje.

A candidatura de Al-Raisi gerou protestos na Europa. E vários deputados franceses apelaram diretamente ao presidente Emmanuel Macron para intervir. Também deputados alemães alegaram que a sua nomeação contradiz a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

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