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Para isso acontecer, os custos têm que ser 'redistribuídos', garante CEO da Greenvolt.


"A fatura da luz pode baixar se os custos forem redistribuídos”. A garantia foi dada por João Manso Neto, CEO da Greenvolt – ex-CEO da EDP Renováveis –  e afirma que não vê os preços baixar. “Ao contrário do que se pensa, a eletricidade tem uma carga de impostos muito grande – nem todos ligados à eletricidade, como é o caso dos subsídios para igualização de preços entre continente e ilhas, os subsídios para as câmaras por concessões ou os que foram para as antigas renováveis. Ou seja a fatura pode ser reduzida se houver deslocalização de custos”, disse em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Então qual seria a solução? Tirar impostos da fatura “e redividi-los dentro da sociedade quer por outros combustíveis quer pelo Orçamento do Estado (OE) – e é em parte o que o Governo está a fazer”, disse o responsável.

Recorde-se que o preço da luz tem sido um assunto de debate uma vez que o constante aumento de preços no mercado grossista já levou a ERSE a aumentar os preços no mercado regulado a partir de 1 de outubro. 
No entanto, o Governo já veio dar a garantia: não há aumento de preços da luz para 2022.

A garantia foi dada pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes que garantiu que o preço da eletricidade não aumentará no mercado regulado no próximo ano e que as tarifas de acesso às redes terão uma redução de 30% para os consumidores industriais. “Estamos em condições de dizer que não haverá aumento do preço da eletricidade para os consumidores domésticos do mercado regulado para o ano de 2022”, prometeu o ministro, referindo que este mercado engloba “cerca de 20%” dos consumidores.

Matos Fernandes anunciou também que haverá uma redução de pelo menos 30% na tarifa de acesso às redes para os industriais: “Haverá uma redução de pelo menos 30% na tarifa de acesso às redes para os industriais”, disse.

Ao Nascer do SOL, Henrique Tomé, analista da XTB, já explicou a que se devem os aumentos no mercado grossista: “A escassez de chuva e de vento, que se tem verificado nestes últimos meses, tem levado a que se recorra mais às centrais a gás natural, em detrimento da energia eólica e hídrica. Ora, a subida a que se tem assistido no mercado de futuros de gás natural, atualmente a cotar em máximos de 7 anos, faz disparar o custo de produção e, consequentemente, o preço da eletricidade para o consumidor”.

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