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A França disponibilizou cerca de dois milhões de euros para combater os efeitos dos ciclones e desastres climáticos nas áreas de conservação de Moçambique, anunciou hoje a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).


O valor é destinado a apoiar projetos da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) de Moçambique, tendo sido assinado hoje um acordo entre as duas partes.

"O combate pela preservação da biodiversidade é um dever de cada um de nós e a esse respeito saúdo a firme vontade do Governo moçambicano em integrar melhor a conservação e a biodiversidade no centro das políticas e estratégias do país", disse David Izzo, embaixador de França em Moçambique, durante a assinatura do acordo, em Maputo.

"É por conta do empenho do Governo que cerca de 25% do território nacional está hoje protegido pelo estatuto das áreas de conservação", concluiu.

Moçambique está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), 440.000 pessoas foram afetadas pelas intempéries e mais de 56.000 casas foram severamente danificadas ou destruídas.

As mais graves foram a tempestade Chalane, no final do ano, e o ciclone Eloise, em janeiro, com um balanço oficial total de 19 mortos, mas relatos de autoridades locais apontam para o dobro.

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