Sol ⸱ 7d atrás ⸱ Abrir

Para o economista, o melhor cenário para Portugal e seu crescimento económico seria ter o PSD a ganhar as eleições e ter uma maioria parlamentar de direita. Crítica a esquerda pela lógica que defende ‘mais subsídios e mais apoios estatais’ e acredita que tanto o PCP como o BE vão ser penalizados nas urnas pelo chumbo do Orçamento.


O que se pode esperar da economia portuguesa?

Segundo as projeções do FMI teremos crescido 4,4% em 2021 e poderemos crescer 5,1% em 2022. Parece bom, mas não nos podemos esquecer que tivemos um rombo monumental em 2020, o ano da covid. Portugal foi das economias mais afetadas pela pandemia, mesmo comparando com os países do Leste. E porquê? Porque estávamos muito dependentes do turismo e como este colapsou, a economia portuguesa foi mais afetada. Quando se vê as previsões do FMI pode parecer um resultado espetacular, mas ainda é o efeito base face ao trambolhão que levámos em 2020, mas mais importante que isso, é que Portugal é o segundo país da OCDE com a maior queda económica face a 2019. Se comparar o ano de 2021 face a 2019 tivemos uma queda de 4,15% e Espanha 6,8%. São os dois países da OCDE com a maior queda económica. E apesar de termos tido algum crescimento em 2021 ainda não chega para compensar o grande trambolhão que demos em 2020 e há outras projeções feitas recentemente que mostram que, entre o quarto trimestre de 2019 e o terceiro trimestre de 2021, Portugal registou uma queda de 2,2% e Espanha 6,6%. Apesar dos números do FMI parecerem razoáveis vamos ter um PIB inferior a 2019.

A pandemia e custos extras baralharam as contas?

Isso mostra a fragilidade e a falta de capacidade de recuperação da economia portuguesa. A Irlanda aparece em primeiro lugar com um crescimento espetacular na ordem dos 22% em 2021 face a 2019 e a Irlanda também teve covid. Isto mostra a fragilidade da economia portuguesa, que não tem a capacidade de recuperação que tem a Irlanda, que é um país que comparávamos dentro da zona euro. Também preocupante são as projeções do FMI para 2023 e 2024 ao apontar para crescimentos mais baixos: 2,5% e 2,4%, respetivamente. Vamos voltar novamente a crescimentos anémicos, sem esquecer qual tem sido a posição de Portugal no PIB per capita em paridade de poder de compra. Se comparar com os 28 países europeus, em 2000 estávamos na 15.ª posição, em 2005 na 17.ª, em 2010 tínhamos descido para a 19.ª, mantivemos em 2015 a 19.ª e em 2019 já descemos para a 20.ª posição. Em 2021 passámos para a 22.ª posição e as previsões para 2026 fazem-nos passar para a 23.ª posição. Portugal continua a descer no ranking do PIB per capita em termos de paridade de poder de compra. E as projeções do FMI já têm em conta o plano de Recuperação e Residência, o que mostra que não houve reformas estruturais do país que permitissem mudarmos de vida. 

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