Jornal I 9 meses atrás Abrir

Regressa a uma casa que tão bem conhece e o primeiro projeto não a podia deixar mais satisfeita. Festa é Festa chega hoje à casa dos portugueses com muita animação e boas gargalhadas à mistura.


Festa é Festa, a nova aposta da TVI, arranca esta segunda-feira e promete revolucionar o panorama das novelas. É na sala de Corcovada Brito – personagem interpretada por Maria do Céu Guerra – a pessoa mais idosa da aldeia da Galega da Merceana, que Gabriela Sobral, diretora de conteúdos e produção da Plural, nos recebe. Fala-nos deste novo projeto, de como é fazer uma novela em tempos de pandemia e sobre o futuro. Para já, uma coisa é garantida: Festa é Festa promete fazer as delícias dos portugueses, arrancar muitas gargalhadas e as personagens, essas, de certeza que nos farão lembrar alguém que conhecemos. Afinal, quem é que não gosta de uma boa festa da aldeia?

Festa é Festa chega hoje à televisão dos portugueses. O que podemos esperar deste projeto?

Já andamos há muitos anos a fazer novelas. E o que esta novela tem, para nós, de diferente – e digo para nós porque há um conjunto de pessoas que está por trás deste projeto – é, de facto, podermos dar ao público um tom de novela completamente diferente daquele a que estamos habituados. Quando digo tom, é um tom de humor, popular. Todas as novelas têm núcleos populares? É verdade. A maior parte das novelas tem sempre um núcleo popular, aquela descontração e descompressão da novela.

Mas esta é diferente?

Aqui o tom é sempre esse. É uma novela bem disposta, com núcleos populares, em que o grosso dos plots tem sempre qualquer coisa de comicidade. Embora estejamos a tratar temas alguns mais dramáticos, menos cómicos, esses temas serão sempre tratados de uma forma leve. Portanto, posso dizer que é a novela mais bem humorada que fiz nos últimos anos. É uma novela em que os portugueses vão rever-se. Todos nós temos uma lembrança na nossa vida das idas às aldeias. Ou porque tínhamos família, ou amigos, ou porque no verão íamos passear... Todos nós fomos a uma festa qualquer a uma aldeia na nossa juventude ou na nossa infância. É uma bocado a aldeia, a recordação dessa memória viva da infância, da adolescência das aldeias, que vemos retratada aqui. É uma aldeia mas é uma aldeia atual, com todas as dessincronias e com todos os hábitos e a maneira de estar das nossas gentes. É uma novela muito portuguesa e acho que é isso que tem graça. Os personagens são muito portugueses. Vamos todos rever-nos nessa portugalidade. Temos um presidente da Junta de Freguesia, como todas as aldeias deste país...

Um padre...

Temos um padre, um café cujos donos são um casal que está sempre em conflito com o presidente da Junta, há ali um despique de poder. É o Tomé e o Bino. Temos uma velhota que é uma emigrante brasileira que viveu muitos anos – os loucos anos 20 – no Brasil e que vem para Portugal e é a matriarca da aldeia. É uma senhora já muito velhinha mas que vive como se tivesse 50 anos, é maravilhosa. São uma série de personagens que ali gravitam. Depois há o médico da aldeia, que também era uma coisa muito antiga mas que continua a existir. É um transpor o passado para uma certa atualidade mas que, na prática, o que vemos ali são as aldeias de Portugal, é qualquer aldeia aqui ao lado de Lisboa. Se formos para Alenquer – que é onde se passa a história – é assim que eles vivem, é assim que as pessoas continuam a relacionar-se. Acima de tudo tem um tom de humor muito engraçado porque o Roberto Pereira e a equipa conseguiram dar à novela uma graça e uma forma... Acho que é muito aquilo que os brasileiros fazem na Globo.
 

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