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Neste zoom que a Antena 1, em parceria com a Universidade de Aveiro, está a fazer aos desafios do poder local, vamos para o terreno avaliar a coesão territorial e a ferrovia.


Iniciamos este roteiro em Bragança. Há cerca de 100 anos foi pensada a "Transversal Transmontana" que faria a ligação do Porto - Vila Real - Bragança com eventual ligação a Zamora, Espanha. Ora, este traçado foi posto em cima da mesa, como possibilidade, ainda que distante, pelo Ministério das Infraestruturas aquando da apresentação do Plano Ferroviário Nacional, no passado dia 19 de Abril.

O comboio "seria um meio importantíssimo para a região porque traria pessoas, turistas e mercadorias, para uma região em acentuado despovoamento. Seria um sonho!", diz Maria João Rodrigues, a presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança. Na região não parece haver quem não queira que o comboio volte. O certo é que a decisão é política. Hernâni Dias, presidente da câmara de Bragança diz que o anúncio não passa de "mais uma promessa" e não vislumbra num futuro próximo o comboio na região, embora considere que "é interessante que Bragança tenha, de uma vez por todas, ligação ferroviária". Já o presidente da Câmara de Vila Real acredita que com todos os estudos de viabilidade, ambientais, projetos, concursos e outros, o comboio possa "ser uma realidade na região dentro de 10 a 15 anos". No país só há três capitais de distrito que não têm comboio: Bragança, Vila Real e Viseu.

A reportagem é do Afonso de Sousa e a entrevista de Cláudia Costa é a Paulo Pinho, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.