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Nas seis rondas de hoje, o interesse das operadoras centrou-se novamente na faixa dos 3,6 GHz, onde hoje há subidas relativas às propostas de 16 dos 40 lotes disponíveis. A totalidade do leilão, que inclui a fase reservada a novos entrantes, soma já mais de 356 milhões de euros.


O leilão do 5G continua e a fase principal, que definirá a atribuição de direitos de utilização de frequências nas faixas dos 700 MHz, 900 MHz, 2,1 GHz, 2,6 GHz e 3,6 GHz e onde participam operadoras como a MEO, a NOS e a Vodafone, entrou hoje no seu 57º dia.

Nas seis rondas de hoje as licitações atingiram os 272,274 milhões de euros, numa subida de 971 mil euros em relação ao dia anterior. A totalidade do leilão, que inclui a fase reservada a novos entrantes que terminou a 11 de janeiro, soma já mais de 356 milhões de euros, ultrapassando largamente o preço de reserva fixado pela Anacom nos 237,9 milhões.

O interesse das operadoras centrou-se novamente na faixa dos 3,6 GHz, onde hoje há subidas relativas às propostas de 16 dos 40 lotes disponíveis. Espelhando a tendência que se tem vindo a verificar, os valores das licitações são pequenos, aumentando no máximo 2 ou 3% face ao dia anterior, mas que vão fazendo crescer a par e passo o encaixe potencial para o Estado. Já quanto ao preço de reserva, observa-se na faixa dos 3,6 GHz uma dinâmica de crescimento que leva a aumentos de 197%, tal como no lote J01.

Fora de mudanças, a faixa dos 2,1 GHz foi a que mais valorizou durante o processo, subindo o preço mais de 400% face ao valor de reserva, enquanto os dois primeiros lotes da faixa dos 2,6 GHz também valorizaram mais de 200%.

As faixas dos 700 MHz e dos 900 MHz mantém-se fixas desde o início da fase principal do leilão. Na faixa que ficou livre após a conclusão do processo de migração da TDT ainda há um lote ainda sem qualquer oferta.

Com o prolongamento do leilão, já não se concretiza o objetivo de lançar serviços comerciais de 5G no primeiro trimestre deste ano, tal como previa a Anacom no seu calendário.

Portugal continua a fazer parte do grupo de países onde os serviços de quinta geração móvel ainda não chegaram, contrariando as expetativas da União Europeia, mas também das operadoras, empresas e utilizadores que se mostram interessados na tecnologia. Por outro lado, operadoras como a MEO, NOS e Vodafone dizem estar prontas a avançar e já têm campanhas na rua, e também existem já nas lojas mais de uma dezena de equipamentos prontos para tirar partido do 5G.

Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização 18h49)