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O valor das carteiras de investimento das empresas de seguros atingiu 51.400 milhões de euros no final do ano passado, uma redução de 3,9% face a igual período de 2019, adiantou hoje a ASF.


Segundo a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) "em dezembro de 2020, o valor das carteiras de investimento das empresas de seguros totalizou 51,4 mil milhões de euros, um decréscimo de 3,9% face ao final do ano anterior", sendo que "na mesma data o volume de provisões técnicas foi de 44 mil milhões de euros".

Num relatório sobre a atividade no ano passado, a entidade adiantou que "os resultados líquidos provisórios das empresas de seguros sob supervisão prudencial da ASF ultrapassaram o valor de 458 milhões de euros (das 38 empresas de seguros, 35 apresentam valores positivos)", sendo que "este resultado está significativamente influenciado pelo desempenho de dois operadores que, na sequência de efeitos negativos extraordinários verificados em 2019, decorrentes nomeadamente de reforços de provisões técnicas, apresentaram em 2020 uma recuperação ao nível dos resultados apurados".

A ASF referiu que "expurgado este efeito, a variação do resultado (provisório) registado face a 2019 é de 12%".

Por sua vez, "o rácio de cobertura do Requisito de Capital de Solvência (SCR) do conjunto das empresas sob supervisão prudencial da ASF, em dezembro de 2020, foi de 180%, o que representa um aumento de dois pontos percentuais face ao final de 2019". Este indicador mede o montante de fundos próprios necessários para a absorção das perdas resultantes de um evento de elevada adversidade.

Já o rácio de cobertura do "Requisito de Capital Mínimo (MCR) -- nível mínimo de fundos próprios abaixo do qual se considera que os tomadores de seguros, segurados e beneficiários ficam expostos a um grau de risco inaceitável -- foi de 534%, refletindo um aumento de 39 pontos percentuais, face ao final do ano anterior", indicou. 

A ASF recordou ainda que a produção de seguro direto em Portugal registou, em 2020, "uma diminuição de 18,5% face a 2019, situando-se em cerca de 9,9 mil milhões de euros", sendo que "os ramos Não Vida apresentaram um crescimento de 3,1% ao contrário do ramo Vida que registou um decréscimo de 34,6% neste período", lê-se no mesmo relatório.

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