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O Tribunal de Contas (TdC) deu luz verde às empreitadas de construção da Linha Rosa do Metro do Porto e de prolongamento da linha Amarela até Vila d’ Este, em Gaia. Obras começam ainda este mês.


O visto do TdC foi dado aos contratos assinados, em novembro, entre a Metro do Porto e o consórcio Ferrovial/ACA, um no valor de 189 milhões de euros, para a construção da Linha Rosa, entre S. Bento e a Casa da Música, no Porto, e outro de 98,9 milhões de euros, para prolongar a linha Amarela entre Santo Ovídeo a Vila d’ Este, em Vila Nova de Gaia.

Pode agora arrancar a edificação de mais seis quilómetros e sete novas estações, no Porto e em Vila Nova de Gaia.

Quando as linhas foram apresentadas, a perspetiva de conclusão das empreitadas era 2023, altura em que se espera juntar 10 milhões de novos clientes à rede.

De acordo com os anúncios do concurso publicados em Diário da República, a linha Rosa tem um prazo de construção de 42 meses (três anos e meio).

Obras começam este mês

“A Metro do Porto acaba de receber o visto do TdC aos contratos das empreitadas das novas linhas. Com a homologação destes contratos, proceder-se-á agora à consignação ao consórcio Ferrovial/ACA”, descreve a empresa.

De acordo com a Metro do Porto, “ambas as linhas vão ser construídas entre 2021 e 2023, envolvendo igualmente a aquisição de 18 novos veículos de Metro, já adjudicados ao fabricante CRRC”.

As adjudicações das empreitadas representam um valor global de 288 milhões de euros, dos quais 189 milhões se destinam à Linha Rosa, no Porto, e 98,9 milhões para a Linha Amarela, em Vila Nova de Gaia.

“O investimento global nos dois projetos ronda os 407 milhões de euros – incluindo expropriações, projetos, fiscalização, equipamento e sistemas de apoio à exploração”, refere a Metro do Porto.

O financiamento é “assegurado pelo Fundo Ambiental e por fundos Europeus no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), em ambos os casos geridos a partir do Ministério do Ambiente e da Ação Climática”.

Em causa está o alargamento da rede do Metro do Porto em mais seis quilómetros, metade dos quais em túnel, e sete novas estações.

“As novas linhas darão origem, de acordo com os estudos de procura, à conquista de 10 milhões de clientes anuais”, indica a empresa.

Com este crescimento, “o Metro vai reforçar a ligação aos hospitais, unindo os principais polos do Serviço Nacional de Saúde no centro da Área Metropolitana”, passando a chegar ao Hospital de Santo António e ao Centro Materno-Infantil, no Porto, e ao Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia.

A Metro espera ainda aumentar “a cobertura junto de instituições de ensino básico, secundário e superior”, explicando que, entre os destinos das novas linhas “estão a Escola Soares dos Reis, em Gaia, e a Escola Gomes Teixeira, no Porto”.

A isto, soma-se “parte do Polo Universitário do Campo Alegre, com as Faculdades de Letras, de Arquitetura e de Ciências a menos de 10 minutos a pé da futura Estação da Galiza, na Linha Rosa”.

A nova Linha Rosa (Circular) integrará quatro estações e cerca de três quilómetros de via.

Esta ligação, entre a zona de S. Bento/Praça da Liberdade e a Casa da Música, passa pelo Hospital de Santo António, Pavilhão Rosa Mota, Centro Materno-Infantil, Praça de Galiza e polo universitário do Campo Alegre.

O prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídeo e a zona residencial de Vila d’ Este vai permitir construir um troço com três estações e cerca de três quilómetros, passando pelo Centro de Produção da RTP e pelo Hospital Santos Silva.

Atualmente, a rede tem 67 quilómetros, com seis linhas que servem sete concelhos e 82 estações, movimentando anualmente mais de 71 milhões de clientes (valor reportado a 2019, o último exercício antes da pandemia).

Tiago Braga considera que hoje “é um dia de alegria e de festa”, por estar em causa “o arranque da mobilidade do futuro na Área Metropolitana”.

O presidente da empresa destacou “a excecional colaboração desenvolvida com o TdC, cujo trabalho técnico e o empenho permitiu que, apesar da situação de confinamento, os contratos fossem homologados num prazo muito curto”.

Tiago Braga referiu ainda o “papel decisivo do Ministério do Ambiente, que disponibilizou todas as condições para que a empresa pudesse concretizar estes dois projetos”.

O responsável apontou ainda “o papel muito relevante que as câmaras do Porto e de Vila Nova de Gaia desempenharam ao longo dos últimos quatro anos na preparação, articulação e desenvolvimento das soluções”.