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A Câmara Municipal de Lisboa assegurou hoje que a escola básica das Laranjeiras tinha assistentes operacionais "em número suficiente" para continuar a funcionar, indicando que a autarquia não foi informada sobre dificuldades após um funcionário testar positivo à covid-19.


"Mesmo com a infeção, entretanto detetada, a escola básica das Laranjeiras tinha assistentes operacionais em número suficiente (9) para ter equacionado soluções que mantivessem a escola a funcionar, de acordo com as orientações do Ministério da Educação e da Direção-Geral da Saúde", avançou a Câmara Municipal de Lisboa.

De acordo com o Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, numa nota enviada no domingo à tarde aos encarregados de educação e à qual a Lusa teve acesso, o encerramento da escola básica deveu-se a "não haver assistentes operacionais (AO) em número suficiente, uma vez que uma AO testou positivo à covid-19 e, em sequência, outras três vão ser testadas e ficar em isolamento".

"O diretor do agrupamento entrou em contacto com a Câmara Municipal de Lisboa, responsável pela colocação de AO nas escolas, tendo ficado de dizer se haveria ou não lugar à colocação/deslocação de algumas AO para a escola", lê-se na comunicação enviada aos encarregados de educação, que refere ainda que a resposta da autarquia foi dada cerca das 18:15 de domingo, "não tendo AO que possa deslocar para colmatar a situação".

Hoje, o Agrupamento de Escolas das Laranjeiras informou que as atividades letivas do 1.º ciclo vão ser retomadas na terça-feira, assim como o serviço de Componente de Apoio à Família (CAF), numa nova nota enviada aos encarregados de educação, sem adiantar mais informação.

Falando hoje à tarde na Comissão de Cultura, Educação, Juventude e Desporto da Assembleia Municipal de Lisboa, o vereador com o pelouro da Educação na Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Grilo, disse que o município vai colocar três assistentes operacionais nesta escola das Laranjeiras, recorrendo à "bolsa de assistentes operacionais" da câmara para resolver a situação de falta destes funcionários.

Posteriormente, em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa informou que, "ao contrário do que vem nas notícias, não foi previamente informada sobre qualquer dificuldade com o número de assistentes operacionais que conduzisse ao encerramento da escola".

"As orientações do Ministério da Educação são taxativas e não permitem aos diretores de agrupamento encerrar uma escola por iniciativa própria, tendo de submeter uma proposta nesse sentido ao Ministério da Educação", reforçou a autarquia, lembrando que, no início deste ano letivo, a Câmara contratou mais 100 assistentes operacionais para reforçar o número de funcionários nas escolas.

No âmbito desta bolsa de assistentes operacionais, "todos os agrupamentos escolares, como o da Escola Básica das Laranjeiras, respondem ao rácio de funcionário/aluno previsto na lei", destacou a Câmara Municipal de Lisboa, reiterando que, mesmo com um caso de infeção de covid-19 identificado, a escola das Laranjeiras dispõe de nove assistentes operacionais, número suficiente para que as atividades letivas se mantivessem a decorrer.

"Mesmo assim, e atendendo à perturbação que esta situação causou na comunidade escolar, a Câmara Municipal de Lisboa garantiu a colocação de mais quatro assistentes operacionais", revelou a autarquia, referindo que estarão a trabalhar a partir de terça-feira, dia em que a escola da Laranjeiras é reaberta.

As aulas dos alunos do 1.º ciclo da EB1/JI das Laranjeiras começaram na quinta-feira.

A partir de quarta-feira, as equipas da CML e da área da saúde vão voltar a visitar todas as escolas públicas da cidade para "traçar novas estratégias de proteção" devido à pandemia de covid-19, segundo disse hoje à Lusa fonte do gabinete do vereador responsável pelo pelouro da Educação, Manuel Grilo.

Portugal contabiliza pelo menos 1.920 mortos associados à covid-19 em 69.200 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).