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O Governo cubano e diversas institui√ß√Ķes do pa√≠s recordaram hoje o ex-Presidente e l√≠der da revolu√ß√£o Fidel Castro, no quinto anivers√°rio da sua morte.


Dirigentes cubanos e as principais institui√ß√Ķes, incluindo os media oficiais, utilizaram as redes sociais para recordar a sua obra e figura, com lemas como #Fidelvive e #FidelPorSiempre. Esta √ļltima tornou-se numa das refer√™ncias mais populares no Twitter ao in√≠cio da manh√£ de hoje, indicou a ag√™ncia noticiosa Efe.

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, publicou várias mensagens na rede social Twitter onde se referiu em termos elogiosos ao seu legado de quase meio século à frente dos destinos da ilha caribenha.

"Ontem perguntaram-se quando conheci Fidel. Respondi `desde que tenho memória`. Muitos anos depois foi meu chefe, mas desde criança que o conheço e gosto dele. Agora, tento seguir os seus passos. Comigo, vai", escreveu.

O atual chefe de Estado tamb√©m o recordou na qualidade de Presidente. "No gabinete de Fidel no Pal√°cio da Revolu√ß√£o est√° tudo como o deixou no √ļltimo dia que a√≠ esteve. Tento imagin√°-lo no meio das duras batalhas de tantos anos desafiantes. Inspira-me, emociona-me. E continuo a lutar".

Díaz-Canel também difundiu uma mensagem do irmão de Fidel e ex-Presidente, Raul Castro. "Fidel é Fidel, todos o sabemos bem, Fidel é insubstituível e o povo continuará a sua obra mesmo que já não esteja presente fisicamente. Mas sempre permanecerão as suas ideias, que tornaram possível erguer o bastão da dignidade e justiça que o nosso país representa".

No seu perfil no Twitter, o chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodríguez, também reproduziu algumas palavras de Fidel e numa aparente referência à atualidade política do país. "A Revolução é obra da vontade absolutamente maioritária do povo de Cuba e é virtualmente impossível opor-se-lhe".

Rodríguez assinalou ainda que a sua "lealdade" à revolução cubana é "inquebrantável", devido ao "exemplo" e à "dignidade" de Fidel.

Para hoje estão previstas diversas cerimónias em Cuba para assinalar a morte do ex-dirigente, com destaque para a inauguração do Centro Fidel Castro, um organismo estatal destinado ao estudo e difusão do seu pensamento e obra.

No entanto, o primeiro ato de homenagem decorreu na noite de quarta-feira com um encontro político-cultural na Universidade de Havana e a participação de centenas de pessoas, incluindo Díaz-Canel.

Natural de Birán (leste de Cuba), onde nasceu em 13 de agosto de 1926, Fidel Castro morreu em 25 de novembro de 2016 aos 90 anos, após governar o país durante quase meio século e converter-se numa das mais conhecidas figuras do século XX.

A sua morte ocorreu uma década após transferir o poder para o seu irmão Raul devido a uma grave doença intestinal. Foi sepultado no cemitério de Santa Ifigenia, na província de Santiago de Cuba.

Fidel Castro liderou em 1959 a revolução que colocou Cuba no centro da política internacional, em particular durante o período da Guerra fria. Durante 47 anos governou o país com uma versão caribenha do comunismo soviético e teve como principal adversário os Estados Unidos.

O aniversário do líder comunista cubano coincide a maior vaga recente de protestos populares em Cuba, em julho deste ano, e acontece 10 dias depois do novo protesto de 15 de Novembro, segundo ONG cubanas dentro e fora do país frustrado pela repressão das autoridades.

O Observat√≥rio Cubano de Direitos Humanos (OCDH) registou "mais de 400 a√ß√Ķes repressivas" para evitar os protestos dissidentes convocados para 15 de Novembro no pa√≠s.

Entre as "a√ß√Ķes repressivas", a OCDH afirma que se contam casos de pris√£o domicili√°ria com vigil√Ęncia policial (122), intima√ß√Ķes a esquadras policiais (62), amea√ßas (50), deten√ß√Ķes (87), atos de rep√ļdio (14) e cortes nos servi√ßos de Internet (35).

Pelo menos 100 pessoas foram detidas e 131 impedidas de sair de casa durante os protestos dissidentes em Cuba, segundo a plataforma Cuba Decide e o Centro de Den√ļncias da Funda√ß√£o para a Democracia Pan-americana (FDP).

Em comunicado, as duas organiza√ß√Ķes acusaram a pol√≠cia cubana e as "brigadas de resposta r√°pida" de serem respons√°veis pelas pris√Ķes e deten√ß√Ķes "arbitr√°rias" de manifestantes.

A plataforma Cuba Decide e o FDP institu√≠ram, desde o passado fim de semana, um "centro de monitoriza√ß√£o" que registou pelo menos 100 pessoas detidas de forma arbitr√°ria para impedi-las de participar nas manifesta√ß√Ķes c√≠vicas.

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