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O l√≠der da Fretilin, Mari Alkatiri, defendeu que o governo timorense deve pedir apoio internacional urgente, mas de forma sistematizada, incluindo um helic√≥ptero militar de carga para poder chegar √†s popula√ß√Ķes mais isoladas pelas cheias.


"√Č preciso pelo menos um helic√≥ptero de carga grande porque h√° zonas isoladas em v√°rios pontos do pa√≠s, com estradas cortadas e onde n√£o se consegue fazer chegar abastecimento √†s popula√ß√Ķes por via rodovi√°ria", disse o secret√°rio-geral da Frente Revolucion√°ria do Timor-Leste Independente (Fretilin), maior partido do governo.

O responsável timorense disse que o executivo deveria já ter declarado formalmente o estado de calamidade para melhor receber apoios, tanto nacionais como internacionais, e garantir que esse processo é célere.

"Já devíamos ter formalizado os pedidos de ajuda. O impacto desta calamidade foi enorme a nível internacional, mas não temos sabido gerir esse impacto. Devíamos reunir o corpo diplomático e a ONU e fazer esse pedido", considerou.

Alkatiri destacou ainda os problemas de fornecimento de energia em alguns locais, incluindo em vários ministérios e estruturas como a própria Proteção Civil, que em alguns casos deixaram de funcionar há bastante tempo e nunca foram reparados.

O político reuniu-se com o embaixador dos Estados Unidos em Díli, explicando que não tem competências nem mandatos para formalizar pedidos, mas que analisou com o diplomata as carências urgentes atuais, eventualmente com o apoio de forças humanitárias militares ou de emergência.

"√Č algo que precisamos. Falei sobre isso, porque precisamos de apoio. Mas n√£o tem que vir dos Estados Unidos, porque temos vizinhos aqui que podem apoiar, a Austr√°lia e a Nova Zel√Ęndia. Portugal j√° ofereceu apoio, mas a esta dist√Ęncia √© mais complicado", frisou.

Relativamente ao impacto na cidade de D√≠li, Alkatiri disse que h√° agora uma nova oportunidade de se fazer corre√ß√Ķes no planeamento urbano e na constru√ß√£o, recordando que chegou a ser feito um plano de ordenamento, com o apoio da organiza√ß√£o portuguesa Gertil, que "ficou na gaveta".

Drenagem, saneamento e reforçar ribeiras são prioridades, mas importa igualmente evitar que as pessoas voltem a construir as casas nos mesmos locais. "Temos que rapidamente identificar zonas mais seguras, urbanizá-las minimamente. Não podemos simplesmente reconstruir as casas nas zonas em a água já provou várias vezes que faz danos", explicou.

As cheias que assolaram Timor-Leste causaram pelo menos 42 mortos e mais de 10 mil deslocados, segundo um balanço provisório da Proteção Civil.

Campanhas recolhem apoios para vítimas

Quase duas dezenas de campanhas de angaria√ß√£o de fundos est√£o atualmente a decorrer para reunir apoios para as v√≠timas das inunda√ß√Ķes.

As iniciativas, que come√ßaram em v√°rios pa√≠ses e que se destinam a apoiar as v√≠timas com bens de primeira necessidade ou institui√ß√Ķes diretamente afetadas, na √°rea da sa√ļde ou forma√ß√£o, por exemplo, est√£o a decorrer desde o in√≠cio da semana.

Muitas das iniciativas - que entre si recolheram j√° mais de 130 mil d√≥lares de apoios -, est√£o a ser feitas em plataformas "online" de recolha de doa√ß√Ķes, mas outras envolvem institui√ß√Ķes diretamente.