Notícias ao Minuto ⸱ 2mês atrás ⸱ Abrir

A comissária europeia dos Assuntos Internos, Ylva Johansson, disse hoje que os seus serviços estão em contacto com as autoridades polacas para que seja cumprida a legislação europeia em matéria de migração e asilo.


Uma nova lei na Polónia, país-membro da União Europeia, permite que os guardas-fronteiriços expulsem os migrantes que cruzem de forma irregular o país, assim como a recusa de pedidos de asilo.

Ylva Johansson, que falava no Parlamento Europeu, referiu que há relatos que dão conta de que esta lei "já está a ser aplicada no terreno", acrescentando que os seus serviços estão em contacto com as autoridades polacas para tratar do cumprimento da legislação europeia.

A comissária compareceu perante os eurodeputados para falar sobre as crescentes denúncias de expulsões de migrantes irregulares nas fronteiras exteriores da União Europeia.

Ylva Johansson considerou que as expulsões não devem ser normalizadas.

"Pelo menos sete pessoas morreram nas nossas fronteiras externas com a Bielorrússia. Estas mortes são inaceitáveis", afirmou, apontando que o país é um "regime desesperado" que está a instrumentalizar a migração para atacar a Europa.

Para a responsável europeia pela segurança interna e migração, é chegado o momento para discutir mais ações contra o regime ditatorial de Alexander Lukashenko.

A União Europeia (UE) acusa o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, de fazer chegar os migrantes do Médio Oriente e da África a Minsk e, em seguida, empurrá-los para além das fronteiras em resposta a sanções económicas e individuais adotadas pela UE contra o país.

A chegada de migrantes que cruzaram ilegalmente a fronteira oriental da UE com a Bielorrússia surpreendeu os Estados Bálticos e a Polónia.

A Alemanha propôs na terça-feira, em Varsóvia, o fortalecimento de patrulhas conjuntas na fronteira com a Polónia, tendo hoje excluído o encerramento da fronteira.

De acordo com dados do Governo alemão, cerca de 4.500 pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira entre a Polónia e a Alemanha desde agosto.

A Polónia, que planeia construir um muro na fronteira com a Bielorrússia, deslocou 6.000 soldados para o local e impôs um estado de emergência na área onde os migrantes são presos entre os guardas-fronteiriços da Bielorrússia e as agências polacas que os recebem.

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