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Estudo alerta que pacientes com um quadro clínico depressivo registam uma maior probabilidade de sofrer de patologias como cancro, doenças cardiovasculares e diabetes.


Uma pesquisa realizada por investigadores da Universidade de Queensland, na Austrália, aponta que mulheres que sofrem de depressão major apresentam um risco mais elevado de desenvolver enfermidades crónicas, como cancro, doenças cardíacas e diabetes, reporta um artigo publicado na revista Galileu. 

Os investigadores creem que pode ocorrer uma semelhança genética ou biológica entre o quadro depressivo e o aparecimento de patologias crónicas. 

Para efeitos daquela pesquisa, os especialistas analisaram dados do Australian Longitudinal Study on Women's Health, que acompanhou mulheres de meia idade durante 20 anos.

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Segundo as informações médicas recolhidas, as mulheres que sofriam ou haviam sofrido de depressão a dado momento apresentavam uma probabilidade 2,4 vezes mais elevada de padecerem de doenças crónicas, comparativamente às que não eram afetadas pelo distúrbio mental. 

Os investigadores apontam que inflamações no corpo já foram anteriormente associadas à depressão e à ocorrência de doenças crónicas físicas. De modo a contrariar o aparecimento dessas doenças, os especialistas aconselham a prática frequente de exercício e o consumo de uma alimentação saudável. 

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