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Ouviram-se insultos, como "preto, volta para África" ou "preto, cala-te", e os invasores colocaram imagens de suásticas e mostraram vídeos de pessoas agredidas. Já foi apresentada uma queixa no Ministério Público.


Um debate sobre o tema "Influência da Escravatura no Sistema e o Racismo Institucional", organizado pela Associação de Estudantes da Escola Secundária Camões (Liceu Camões), foi interrompido por ataques racistas e neonazis. A notícia foi avançada na segunda-feira pelo jornal Público e entretanto confirmada pelo estabelecimento de ensino.

O caso, que remonta à passada quinta-feira, dia 18 de fevereiro, já está a ser investigado pela Polícia Judiciária e o liceu apresentou queixa no Ministério Público, na segunda-feira.

O debate decorria na plataforma digital Zoom quando foi invadido por várias pessoas. Ouviram-se insultos, como "preto, volta para África" ou "preto, cala-te", e os invasores colocaram imagens de suásticas e mostraram vídeos de pessoas agredidas. Apesar de terem ligado as câmaras dos computadores, os invasores atuaram de cara tapada, conta o Público.

Em comunicado, a direção do liceu confirma que "um grupo de pessoas, de identidade desconhecida, interrompeu, com desenhos, fotografias e injúrias de teor racista, a sessão online", avançando que já se encontra a "discutir e a ponderar" formas de "prevenir e evitar a entrada de pessoas estranhas com ações intencionais de discriminação, nas suas várias vertentes".

"Estes atos não podem ficar impunes! É a nossa liberdade que está em causa", lê-se no comunicado.