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Após o desaire da esquerda nas eleições para o executivo da comunidade de Madrid, o lider do Unidos Podemos anunciou que se vai retirar de todos os cargos e afastar-se da vida politica ativa.


"Fracassámos", reconheceu num discurso perante os apoiantes. "Creio ser evidente que hoje não contribuo para a união", acrescentou.

As projeções à boca das urnas davam ao Podemos de 10 a 11 deputados, um resultado mínimo para as aspirações de Iglesias. O líder pretendia unir toda a esquerda para vencer a direita, mas falhou esse objetivo.

Por isso, referiu, "abandono todas as minhas funções, deixo a política no sentido de política partidária, política institucional", de forma a "não constituir um obstáculo à renovação da direção que deverá ocorrer na nossa força política".

O Partido Popular mais do que duplicou esta terça-feira o número de deputados e ficou à beira da maioria absoluta. Deverá ter de se aliar ao Vox para governar.

Para Iglesias, os resultados são uma "tragédia", descrevendo o PP como "a direita trumpista", lamentando também os bons resultados do Vox, considerado de extrema direita e que deverá obter 12 a 14 deputados.

Líder controverso do partido de esquerda radical, cabelos compridos apanhados em rabo de cavalo, o antigo professor de ciência politica, de 42 anos, marcou a politica espanhola com a sua irreverência.

Em 2020 entrou no Governo espanhol como segundo vice-presidente do executivo dirigido pelo socialista Pedro Sánchez.

Em março chocou tudo e todos ao anunciar a sua demissão para se candidatar à liderança de Madrid, de forma a tentar evitar a derrota do Podemos num dos seus bastiões, mas perdeu a aposta.

Apesar da sua candidatura, os partidos de esquerda foram incapazes de destronar o PP, no poder na comunidade madrilena há 26 anos.

Yolanda Díaz, atual ministra do Trabalho, deverá suceder a Pablo Iglesias na liderança do partido.