Notícias ao Minuto ⸱ 2mês atrás ⸱ Abrir

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, comprometeu-se hoje a "aumentar a resiliência e independência" energética na União Europeia (UE), face à subida dos preços da energia, com medidas a curto e a médio prazo.


"Os preços da energia são uma verdadeira preocupação para os consumidores e as empresas", salientou Von der Leyen, numa conferência de imprensa no final do Conselho Europeu.

"Em primeiro lugar, a curto prazo, precisamos de apoiar os consumidores vulneráveis e as empresas fortemente expostas", disse, lembrando que cerca de 20 Estados-membros já tomaram ou anunciaram medidas.

A médio e longo prazo, a líder do executivo comunitário esclareceu que este irá trabalhar "para aumentar a resiliência e independência", nomeadamente explorando "a forma de estabelecer uma reserva estratégica de gás e também para explorar as possibilidades de aquisição conjunta".

A intensificação do contacto com os fornecedores de energia, o aumento da velocidade do trabalho das interligações energéticas e a análise dos mercados de eletricidade e gás são ainda medidas a tomar por Bruxelas.

O tema regressa à agenda do próximo Conselho Europeu, em dezembro.

A crise da energia foi um dos pontos-chave da agenda do Conselho Europeu que reuniu na quinta-feira e hoje os líderes da UE, em Bruxelas.

Portugal é um dos seis Estados-membros da União Europeia que já avançou com medidas de apoio para enfrentar a crise energética após orientações da Comissão Europeia para travar a escalada de preços, disse à Lusa fonte comunitária.

Na passada quarta-feira, o executivo comunitário apresentou uma "caixa de ferramentas" para orientar os países da UE na adoção de medidas ao nível nacional, numa altura em que a escalada do valor da eletricidade, em consequência da subida no mercado do gás e da maior procura, ameaça exacerbar a pobreza energética e causar dificuldades no pagamento das contas de aquecimento neste outono e neste inverno.

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