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O índice que mede a atividade empresarial em Moçambique melhorou para 49,1 pontos em fevereiro, recuperando face aos 47,5 pontos de janeiro, mas mantém-se em território negativo, indicando pessimismo sobre a evolução económica.


Em fevereiro, o índice básico situou-se nos 49,1, ficando acima dos 47,5 de janeiro, o que indica uma deterioração mais ligeira na saúde da economia do setor privado", lê-se na nota hoje enviada à Lusa, na qual se aponta que "os últimos registos prolongam a sequência de descida das condições das empresas até 12 meses".

O Índice do Poder de Compra das Empresas (PMI) mede a atividade empresarial, com os valores abaixo de 50 a significarem uma degradação das condições empresariais.

"O aumento do índice básico foi influenciado por um decréscimo mais fraco nos volumes de novas encomendas, visto que a queda na procura alcançou o seu ponto mais fraco nos atuais 11 meses sucessivos de descida", acrescenta-se ainda no texto.

De acordo com os dados do inquérito feito entre 11 e 23 de fevereiro, "enquanto diversas empresas continuaram a registar níveis mais baixos de novos negócios devido ao impacto do coronavírus, outras experienciaram um aumento na procura graças ao fortalecimento da confiança no mercado", que é expressa pelo sentimento empresarial, que "alcançou o seu ponto máximo desde maio de 2020, uma vez que as empresas projetaram, num futuro próximo, um aumento dos números de clientes e uma melhoria das condições económicas".

Este otimismo, no entanto, é temperado pelas condições atuais da economia, com um impacto negativo na atividade das empresas.

"As empresas continuaram a enfrentar uma série de desafios no primeiro trimestre de 2021, incluindo uma menor procura por parte dos clientes, o enfraquecimento da moeda e o encerramento de fronteiras; as pressões inflacionárias de custos sofreram uma aceleração desde janeiro e a falta de poder de fixação de preços significa que os lucros se mantêm sob pressão", havendo despedimentos "pela primeira vez em quatro meses", conclui-se no documento.

África registou mais 370 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 104.382 óbitos, e 8.108 novos infetados pelo novo coronavírus, segundo os dados mais recentes da pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infeções subiu para 3.914.044 e o de recuperados nos 55 Estados-membros da organização foi superior ao de novos casos - 11.736 - nas últimas 24 horas, para um total de 3.496.382.

A África Austral continua a ser região mais afetada, com 1.840.951 infetados e 56.784 mortos. Nesta região, a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.514.815 casos e 50.271 mortos, ao passo que Moçambique regista 665 mortes e 59.914 casos.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.539.505 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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