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Pelo menos 43 países, incluindo Portugal, exigiram à China que garanta "o pleno respeito pelo Estado de Direito" na região autónoma de Xinjiang, onde a salvaguarda dos direitos humanos da etnia uigur continua "particularmente preocupante".


A exig√™ncia consta de uma declara√ß√£o conjunta lida na quinta-feira pelo embaixador franc√™s nas Na√ß√Ķes Unidas, Nicolas de Rivi√®re, numa reuni√£o virtual da terceira comiss√£o da Assembleia-Geral da ONU, especializada nos direitos humanos.

A declaração, à qual Portugal se associou este ano, fala de tortura, tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, de esterilização forçada, violência sexual e de género e separação forçada de crianças, "visando de maneira desproporcionada os uigures e membros de outras minorias" étnicas.

Pequim, atrav√©s do embaixador chin√™s na ONU, Zhang Jun, refutou na mesma reuni√£o as acusa√ß√Ķes que considerou infundadas e disse tratar-se de uma "conspira√ß√£o para prejudicar a China".

"Xinjiang goza de desenvolvimento e as pessoas emancipam-se a cada dia e orgulham-se dos progressos feitos", afirmou o diplomata chinês, apoiado por Cuba, que criticou a ingerência nos assuntos internos da China.

Os pa√≠ses que subscrevem a declara√ß√£o reclamam o acesso imediato a Xinjiang de observadores independentes, incluindo do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, evocando informa√ß√Ķes cred√≠veis sobre a exist√™ncia de "campos de reeduca√ß√£o pol√≠tica onde mais de um milh√£o de pessoas est√£o detidas arbitrariamente".

Ap√≥s ter 23 signat√°rios h√° dois anos, a declara√ß√£o recolheu em 2020 o apoio de 39 na√ß√Ķes, √†s quais se juntaram em 2021, nomeadamente, Portugal, Turquia, Rep√ļblica Checa, entre outros, de acordo com diplomatas citados pela ag√™ncia noticiosa francesa AFP.

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