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A Polícia Judiciária está a investigar o caso e a direção do Liceu Camões também está a procurar soluções para que estas situações não possam voltar a acontecer.


O Ministério Público confirmou, esta terça-feira, a abertura de um inquérito em relação a uma queixa apresentada sobre os ataques racistas e neonazis durante uma sessão virtual sobre racismo organizada pela associação de estudantes do Liceu Camões, em Lisboa.

“Confirma-se a instauração de inquérito na sequencia de uma queixa recebida. Este inquérito é dirigido pelo Ministério Público do DIAP de Lisboa”, revelou a Procuradoria-Geral da República à agência Lusa.

A direção do liceu lisboeta apresentou hoje queixa depois de a sessão virtual ter sido atacada por vários anónimos que introduziram imagens racistas, como imagens de suásticas ou de pessoas negras a ser agredidas, ao mesmo tempo, que colocavam áudios, em inglês, nos quais foi possível ouvir frases como “preto volta para África” ou sons a imitar macacos, segundo a noticia avançada pelo jornal Público.

A Polícia Judiciária está a investigar o caso e a direção do Liceu Camões também está a procurar soluções para que estas situações não voltem a acontecer.

O professor de Design da Universidade de Coimbra, Nuno Coelho, estava a participar na sessão de Zoom e, de acordo com o Público, também apresentou queixa ao Ministério Público e à Comissão pela Igualdade e Contra a Discriminação Racial.

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