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A Dire√ß√£o-Geral da Sa√ļde (DGS) incluiu a obrigatoriedade de exist√™ncia de uma lista de pessoas a convocar para a vacina contra a covid-19 no caso de sobrarem doses, sublinhando que deve ser sempre respeitada a ordem das prioridades.


Numa atualização da norma hoje divulgada, a DGS lembra que a administração de vacinas é organizada de forma a evitar o desperdício de doses e diz que as doses sobrantes em cada sessão devem ser utilizadas em qualquer pessoa elegível dentro da fase em curso, devendo respeitar-se a ordem de prioridades definida "através da definição de uma lista, de elaboração obrigatória, de pessoas a convocar" para estes casos.

A norma diz ainda que para evitar desperdício, os frascos não perfurados que sobrarem numa sessão vacinal devem ser utilizados no mesmo dia se não tiverem sido mantidos a uma temperatura de 02 a 08 graus centígrados e que os frascos já perfurados "não devem ser transportados".

"Não sendo possível evitar o desperdício através dos procedimentos referidos na alínea anterior, a vacinação deve prosseguir através da vacinação de pessoas incluídas noutra fase do plano de vacinação, desde que pertencentes aos grupos prioritários e em respeito pelos subgrupos de prioridades", acrescenta.

Esta inclus√£o da obrigatoriedade de uma lista de pessoas a convocar no caso de sobrarem doses nas sess√Ķes de vacina√ß√£o surge depois da pol√©mica sobre o uso indevido destas doses em pessoas que n√£o pertenciam a grupos priorit√°rios, situa√ß√Ķes que j√° est√£o a ser investigadas pela Inspe√ß√£o-Geral das Atividades em Sa√ļde (IGAS) e pelo Minist√©rio P√ļblico.

A norma explica ainda que, em relação à vacinação nos lares, os frascos devem ser abertos apenas se houver profissionais suficientes para utilizar todas as doses na mesma instituição, mas admite que as doses não utilizadas (por não adesão à vacinação ou por surto ativo não existente aquando do planeamento) deve a vacinação prosseguir noutro lar ou unidade da rede de cuidados continuados integrados vizinha ou de concelho limítrofe.

Refere igualmente que deve ser dada prioridade ao concelho "com maior risco epidemiol√≥gico e/ou a estrutura ou unidade com maior n√ļmero de pessoas".

Caso n√£o seja poss√≠vel esta estrat√©gia, a norma diz que, para evitar desperd√≠cio, as doses sobrantes devem ser usadas para vacinar profissionais de sa√ļde ainda n√£o vacinados.

"Se n√£o for poss√≠vel vacinar todos os profissionais da institui√ß√£o, na mesma sess√£o, estes profissionais devem ser vacinados num ponto de vacina√ß√£o do ACES [Agrupamento de Centros de Sa√ļde] / ULS [Unidade Local de Sa√ļde], na primeira oportunidade, podendo ser realizada uma sess√£o de vacina√ß√£o dedicada para estes profissionais, numa unidade de sa√ļde do Servi√ßo Nacional de Sa√ļde", acrescenta.

Tal como referido na norma anterior, hoje atualizada, os pontos de vacina√ß√£o podem incluir todos os locais habilitados para a administra√ß√£o de vacinas, desde que exista rede de frio adequada, conforme as especifica√ß√Ķes t√©cnicas de cada vacina e as instru√ß√Ķes do fabricante.

Nos locais de vacina√ß√£o devem existir "profissionais de sa√ļde com treino e forma√ß√£o para a vacina√ß√£o e para a atua√ß√£o em caso de rea√ß√Ķes anafil√°ticas" e "equipamento e medicamentos para o tratamento de rea√ß√Ķes anafil√°ticas", refere a DGS.

A norma diz ainda que antes da vacinação contra a covid-19 "é obrigatória a consulta da Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação - VACINAS para verificar o estado vacinal contra a covid-19 da pessoa a vacinar".

Quanto aos profissionais de sa√ļde diretamente envolvidos na presta√ß√£o de cuidados a doentes n√£o integrados em entidades prestadoras de cuidados de sa√ļde ou n√£o inscritos em associa√ß√Ķes p√ļblicas profissionais e que querem ser vacinados, a norma diz que se podem inscrever atrav√©s do portal COVID19 (https://covid19.min-saude.pt/).

"Estes profissionais serão convocados para vacinação nos pontos de vacinação dos ACES", acrescenta.

Em rela√ß√£o √†s pessoas dos grupos de risco por idade e comorbilidades da Fase 1 que n√£o sejam seguidas no Servi√ßo Nacional de Sa√ļde, "os respetivos m√©dicos assistentes devem emitir uma declara√ß√£o m√©dica, obrigatoriamente por meios eletr√≥nicos, da sua inclus√£o na Fase 1, de forma a permitir o agendamento autom√°tico para a vacina√ß√£o contra a covid-19 num ACES", adianta.

Até segunda-feira, tinham sido vacinadas contra a doença 396.371 pessoas em Portugal, das quais 104.613 já com a segunda dose, segundo dados da DGS.

A doença matou 14.354 pessoas em Portugal, entre os 767.919 casos de infeção com o coronavírus que a provoca, o SARS-CoV-2.

O novo coronav√≠rus foi detetado pela primeira vez na China no final de 2019, e, desde ent√£o, provocou mais de 2,3 milh√Ķes de mortos.