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A AHRESP elogia a antecipação do desconfinamento, mas considera que "não é suficiente" e apela ao Governo para manter os apoios económicos.


Em reação às decisões do Conselho de Ministros extraordinário desta sexta-feira, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considera que a antecipação da segunda fase do plano de desconfinamento “é positivo, mas não é suficiente”. Para a associação as restrições do país continuam a estar “muito longe do regresso à normalidade”.

“Estas medidas, apesar de positivas, estão muito longe do regresso à normalidade, pelo que a AHRESP alerta uma vez mais para o devido cumprimento das regras básicas de higiene e segurança, nas quais os nossos estabelecimentos têm sido exemplares“, afirma a associação no seu boletim diário desta sexta-feira, admitindo que tem existido uma “melhoria no funcionamento” das empresas do setor.

Porém, “continuamos com prejuízos acumulados há cerca de ano e meio, pelo que a AHRESP considera importante a continuidade de apoios específicos para compensar as perdas até agora registadas”, alerta. Em entrevista ao Expresso, o primeiro-ministro mostrou abertura para manter em 2022 os apoios à economia, nomeadamente o lay-off simplificado, para as empresas que necessitarem.

A AHRESP insiste que é necessária a “implementação das 10 medidas contempladas no programa ‘Enfrentar a Pandemia | Garantir a Sobrevivência’, entregue ao Governo a 12 de julho, é assim essencial para que as empresas consigam sobreviver até se iniciar a retoma da atividade económica”.

O Governo decidiu esta sexta-feira antecipar a segunda fase do plano de desconfinamento anunciado no final de julho, a qual estava programada para o início de setembro mas foi antecipada uma vez que o país atingiu esta quarta-feira a meta de 70% da população completamente vacinada.

Ficou assim definido o alívio das seguintes regras a partir de 23 de agosto:

Contudo, o fim da obrigação de usar máscara na rua quando não é possível haver distanciamento social só deverá acontecer mais tarde, a 12 de setembro, por decisão do Parlamento, que foi quem legislou sobre o tema.