Sol ⸱ 7d atrás ⸱ Abrir

A PPP do Hospital de Loures chega ao fim na próxima terça-feira. O Estado nunca quis uma verdadeira parceria com o privado, diz Artur Vaz, gestor do grupo Luz, que ao fim de quase 40 anos de uma vida dedicada à gestão hospitalar encerra um ciclo com orgulho nas suas equipas e desilusão com a falta de propósito no país e com o ‘maniqueísmo’ ideológico que capturou a Saúde: ‘Quando estava à frente de um Hospital EPE era um gajo porreiro, no privado passei a ser visto como um filho da mãe’. 

 


Há dez anos abria o hospital de Loures, construído e até aqui gerido pelo grupo Luz. O que se sente na hora de passar a pasta?

Sente-se um vazio. Sente-se uma incerteza muito grande relativamente à continuação de um projeto que era muito marcado quer pelo ADN do grupo Luz Saúde quer pelas pessoas que estiveram aqui a conceber o hospital, a pô-lo a funcionar. Esse sentimento de incerteza é repartido por todos, quer pelos que vão sair, como eu, quer pelos que vão ficar. As grandes interrogações que as pessoas me colocam são ‘e agora, o que vai acontecer?’, ‘como é que conseguimos manter a nossa identidade?’. Passando a ser uma gestão pública direta, estará sujeito a constrangimentos que não existiam.

A criação de uma nova EPE para gerir o hospital foi anunciada há dois meses pelo Governo, parece ter sido decidido tudo muito em cima do acontecimento. Houve tempo suficiente para preparar a transição?

Eu não sei se foi decidido. Tudo parece acontecer por forças da natureza, porque tem de ser assim, porque não podia ter sido de outra forma. E eu acho que podia ter sido. Nós em junho/julho do ano passado pedimos ao Ministério para começarmos a tratar do processo de transmissão. O processo de transmissão de uma casa destas é muito complexo.

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