Sapo 24 ⸱ 2mês atrás ⸱ Abrir

Já são conhecidos os finalistas da edição de 2021 do Festival RTP da Canção. Um deles representará Portugal na Eurovisão, em Roterdão. No próximo sábado, 6 de março, sabemos qual. Até lá, conheça um pouco mais dos 10 intérpretes.


Na segunda semifinal, transmitida esta noite em direto na RTP1, a partir dos estúdios de Lisboa, as canções mais votadas foram: “Volte-Face” (Eu.Clides), “Joana do Mar” (Joana Alegre), “Não vou ficar” (Pedro Gonçalves), “Por um triz” (Carolina Deslandes) e “Dancing in the stars” (NEEV). Na primeira semifinal, que decorreu no dia 21 de fevereiro, já tinham sido escolhidas outras cinco canções: “Na mais profunda saudade” (Valéria), “Saudade” (Karetus e Romeu Bairos), “Love is on my side” (The Black Mamba), “Dia Lindo” (Fábia Maia) e “Contramão” (Sara Afonso).

A grande final está marcada para o próximo sábado, 6 de março. Um a um, conheça (e oiça mais) dos dez finalistas.

“Contramão”

Canta desde pequena e começou a ter aulas de música e dança aos 10 anos.

“Guarda como memórias mais antigas com música uma composição de Vangelis que escutou no colégio e a 'Lambada', que ouvia num dinossauro azul, onde se colocava uma moeda”, pode ler-se na sua biografia.

Desde os seus 17 anos que canta em bares, restaurantes, eventos, como casamentos, com uma banda de covers de blues, soul e pop, na região do Algarve.

Estudou no Hot Clube de Portugal, a reconhecida escola de jazz de Luiz Villas-Boas, e depois concorreu para a Escola Superior de Música de Lisboa, onde estuda atualmente, no curso de jazz.

Sara Afonso foi a escolha do “professor” Filipe Melo para o Festival da Canção.

Onde ouvir mais de Sara Afonso? Aqui.

"Na Mais Profunda Saudade”

Descobriu “o mundo do fado” aos 15 anos, num festival no Ladoeiro, em Idanha-a-Nova. No entanto, o seu curriculum musical é vasto, tendo passado por vários estilos, do rock ao jazz.

Valéria Carvalho conta já com vários prémios, canta em várias casas de fado em Lisboa e pisou palcos nacionais, como o “Casino de Lisboa”, o “Teatro Camões”, o “Clube Farense” ou a “Casa da Música”.

A jovem fadista tem feito algumas colaborações em projetos musicais, onde se destaca a gravação do tema “Algema” da banda Allamedah, com João Luzio, lançado em 2018. A voz de Valéria Carvalho aliada à guitarra portuguesa de Ricardo Gordo deu ainda origem a "Retrato", editado em 2019.

Foi na Tasca do Chico, de Pedro Moutinho, que conheceu Hélder Moutinho, autor do tema que a trouxe ao Festival. 

Onde ouvir mais de Valéria? Aqui ou aqui.

“Saudade”

Romeu Bairos nasceu em São Miguel, nos Açores, e desde a sua infância que está ligado à música tradicional e às bandas filarmónicas locais, onde tocava clarinete.

Foi aluno do Conservatório regional de Ponta Delgada e anos mais tarde do JB Jazz clube. Em 2014 participou na terceira edição do programa The Voice Portugal, tendo como mentora Marisa Liz e chegado à fase “Tira-Teimas”.

Em 2019 lançou o seu primeiro EP intitulado “Cavalo Dado”.

Romeu Bairos chega ao Festival a convite da dupla de Djs e produtores Karetus. Carlos Silva e André Reis, “ambos apaixonados pela música eletrónica”, ambicionam trabalhar no sentido de a transportar para aquilo que chamam de “full flavour”, lê-se na bio do duo. Segundo os próprios, trata-se de uma "ideia que não liga a estilos ou ritmos, e cujo principal objetivo é o de, simplesmente, procurar fazer e tocar boa música”.

Onde ouvir mais de Romeu Bairos? Aqui. E dos Karetus? Aqui.

"Love is on my side" 

O veneno desta cobra não mata. Dez anos e três álbuns depois — “The Black Mamba”, “Dirty Little Brother” e  “The Mamba King” —, a banda quase dispensa apresentações. Do circuito de bares aos grandes palcos, o grupo tem feito o seu caminho — nunca descurando a sua matriz blues-soul-r&b.

Os The Black Mamba chegam ao Festival com um tema assinado pelo vocalista, Tatanka, que em 2019 se estreou a solo com “Pouco Barulho”.

Onde ouvir mais de The Black Mamba? Aqui.

"Dia Lindo”

Fábia Maia ficou conhecida em 2014 graças às suas versões acústicas de músicas de hip-hop nacional  — de Allen Halloween a Valete — que publicava no YouTube.

Em 2017 estreou-se com “Melodia-me”, o seu primeiro EP — Jimmy P e Slow J participaram nele. Nos anos seguintes, lançou temas soltos como “Vibe Certa”, “BarcelonaParis” e “Mybaby”.

Em 2020 deixou por editar outro EP, “Santiago”. Disco que “assumiu como uma despedida ou uma transição para o seu Eu interior”. 

Onde ouvir mais de Fábia Maia? Aqui.

“Não vou ficar”

Pedro Gonçalves é um repetente, o jovem músico já havia participado em 2017. Com a canção “Don’t Walk Away”, da autoria de João Pedro Coimbra, alcançou o 6.º lugar na final e o 1.º lugar da votação do público na sua semifinal.

Este ano regressou ao Festival da Canção como autor, tendo sido um dos dois compositores escolhidos no concurso de livre submissão de canções ao qual concorreram cerca de 700 canções.  “Não Vou Ficar” viu-se envolta em alguma polémica quando apresentada devido a alegadas semelhanças com ‘Guilty Conscience’, tema de 2020 da rapper norte-americana 070 Shake.

Pedro ficou conhecido pela sua participação na terceira edição do programa The Voice Portugal, tendo como mentor Anselmo Ralph.

Entre os vários singles editados — apenas nas plataformas digitais —destacam-se “Beija-me”, em dueto com David Carreira, ou “Se amanhã”, com Paulo Sousa. Paralelamente, o músico tem-se destacado pelo seu trabalho enquanto compositor e produtor.

Onde ouvir mais de Pedro Gonçalves? Aqui.

“Dancing in the stars”

É o favorito para representar Portugal na Eurovisão, pelo menos para os sites da especialidade e entre os grupos de fãs do Festival da Canção.

Lançado apenas em formato digital, “Philosotry” é o primeiro longa duração de NEEV, o alter-ego de Bernardo Neves.

O jovem artista diz que não se lembra de ter querido fazer outra coisa que não música e que desde o 8.º ano que, sem saber, preparava este álbum. Na produção de “Philosotry”  trabalhou inicialmente com Chris Bond (produtor de Ben Howard), mas depois contou com Larry Klein (Joni Mitchell, Herbie Hancock, Melody Gardot, Tracy Chapman), que se refere a NEEV como “o Prince português”.

Paralelamente à música, tem vários projetos a decorrer, nomeadamente o blog My Corner “onde partilha os seus textos e pensamentos”, diz-nos a sua biografia.

Onde ouvir mais de NEEV? Aqui.

“Por um triz”

Já nos deu um "amor para a vida toda" e com ele ganhou um Globo de Ouro.

Foi um concerto dos Xutos e Pontapés que lhe deu sede de palco, mas foi com a participação no programa de talentos "Ídolos" que o seu nome surgiu pela primeira vez.

Com três álbuns de estúdio ("Carolina Deslandes", "Blossom" e "Casa"), um livro ("Isto Não é Um Livro"), uma mão cheia de singles e outra de colaborações, Carolina Deslandes não chegou ao Festival apenas "por um triz" — ainda que o seu nome seja dos menos óbvios desta edição. Algo impensável nos anos que antecederam à edição ganha por Salvador Sobral, quando o Festival não era sedutor a artistas com uma carreira já sólida.

Onde ouvir mais de Carolina Deslandes? Aqui.

“Volte-Face"

EU.CLIDES nasceu em Cabo Verde em 1996 e cresceu em Portugal. Aos oito anos ingressou no Conservatório, em Aveiro, onde iniciou os seus estudos em guitarra clássica. Mas foi em Paris, como guitarrista, que a música o levou a outras paragens. Foi em digressão com o grupo do Senegal, Daara J Family e, mais tarde, com a artista cabo-verdiana Mayra Andrade.

Em 2020 estreou-se em nome próprio com três singles. Primeiro com “Terra-Mãe”, onde faz uma homenagem à Liberdade e ao 25 de Abril, depois “Ira Para Que?” e, por fim, o “Tempo Torto”, em colaboração com Branko. 

Pedro da Linha assina o tema que EU.CLIDES trouxe ao Festival da Canção.

Onde ouvir mais de EU.CLIDES? Aqui.

“Joana do Mar”

O apelido não lhe é estranho? Sim, Joana é filha de Manuel Alegre.

Tem um mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo ISCTE, e é licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela FCSH-NOVA (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).

Começou por estudar guitarra na Academia Duarte Costa e mais tarde voz, guitarra e piano complementar no Hot Clube de Portugal. Chegou a estar cerca de três meses em Nova Iorque. Fez um estágio nas Nações Unidas, mas também fez várias formações musicais.

Trabalha como compositora, letrista e vocal coach na produtora Great Dane Studios e está a gravar o seu segundo álbum de originais com produção de Luísa Sobral. Em 2020 chegou ao grupo finalista do The Voice Portugal.

Joana Alegre é ainda deputada municipal na Câmara de Lisboa, tendo sido eleita pelo Movimento Cidadãos por Lisboa.

Onde ouvir mais de Joana Alegre? Aqui.